Patologias

Bursite olecraniana

Sobre

O que significa o termo “bursa”?

As bursas, na verdade se referem a bolsas que protegem certas áreas proeminentes de algumas articulações e tendões. Estas bolsas apresentam uma mínima quantidade de líquido em seu interior permitindo o deslizamento entre suas paredes, desta forma se promove proteção as áreas acima mencionadas.

O que é afinal a tão citada bursite?

 A bursite nada mais é que um processo inflamatório ou infeccioso que acomete qualquer bursa existente no corpo, entretanto o olecrano (ponta do cotovelo) é um dos locais mais comprometidos; por isto o nome bursite olecraniana. Nas bursites simples, o processo inflamatório pode ocorrer devido a traumas de repetição, doenças do tecido conjuntivo, doenças metabólicas ou degenerativas. Nestas o quadro clínico é mais contido, com dor e limitação de amplitude de movimentos mais discreta, e quase nenhuma repercussão sistêmica.  Nos casos de bursite infecciosa o quadro local é mais intenso que o anteriormente descrito, e há grande repercussão sistêmica. A aspiração do conteúdo da bursa e seu envio para análise bioquímica e bacteriológica é imprescindível para fechar o diagnóstico e nortear o tratamento.

Qual o tratamento preconizado nas bursites olecranianas?

Nas bursites simples o uso de medicação anti-infamatória, imobilização do membro e aspiração de seu conteúdo para alívio e análise do mesmo, configuram condutas eficazes para debelar o processo inflamatório. 

Nas bursites infecciosas agudas o uso de antibiótico associado às medidas acima descritas são medidas que em geral põe fim ao processo infeccioso. É de extrema importância a punção da bursa e aspiração de seu conteúdo para realização de exame de bacterioscopia, cultura e antibiograma. A excisão e drenagem da bursa  poderá ser necessária quando o quadro não cede com as medidas anteriormente descritas.

Nas bursites infecciosas crônicas poderá ser necessária sua ressecção de forma completa, porém o quadro infeccioso deverá estar sob controle para não provocar a disseminação do processo infeccioso.  O controle da doença de base deverá ser igualmente realizado para não incorrer no risco de recidivas.